Tinha prometido partilhar os artigos que faço para "consumo próprio" por isso aqui estou. Ontem fiz 11 anitos de casada e pensei presentear o marido por isso pus mãos à obra e o que era uma simples placa virou moldura para registar os bons momentos.
Tinha ideia de aplicar o número 11 em vez do menino mas acho que não é um bom número para "enfeitar" o que quer que seja. Não sei porquê mas acho que não fica lá muito bem...
Apesar do mercado ter um leque imenso de meia fofinhas para dormir ainda há quem goste de ver e sentir as "velhas" pantufas de lã. Tenho dois modelos mas embirrei com o tamanho. Não estava a acertar, fazia e desmanchava, até as agulhas (circulares) se partiram... até que falei com a minha mãe. Quem tem mãe tem tudo... e ela arranjou-me a solução e agulhas novas (por cá não usam muito as agulhas circulares por isso não havia o n.º que precisava):
O "Livro do Tricô", de Jutta Lammer! É um livro que deve ter perto da minha idade em que, apesar do nome, ensina a fazer tricot, crochet, bordados variados, teceleira, patchwork, macramé e ainda costuras decorativas. Enfim, um livro com o básico de várias técnicas. Deixo aqui a receita dos sapatinhos de bebé mas que adaptei ao tamanho de adulto. Se não conseguirem ver a receita digam qualquer coisa.
Depois de encontrar o tamanho certo foi sempre a "agulhar"!
Quando pesquisei o ponto tunisiano encontrei outro ponto que é um mimo: ponto peruano! Aqui fica o vídeo. Este para variar é em espanhol mas também há em brasileiro é só pesquisar.
Já experimentei mas acho que fica mais bonito noutro fio mais fininho ou com agulhas maiores. Gostei muito e já deu uma variação à minha moda. Não devo ter inventado nada de novo mas para mim é uma nova experiência e mais um novo efeito. Depois partilho a peça que está em stand-by pois tenho encomendas para entregar.
nem ciumenta com as minhas pesquisas e as minhas peças!
Assim aconteceu estes dias no meu trabalho... Como operadora de caixa vê-se uma grande variedade de acessórios que vou admirando (e invejando alguns, confesso). Uma cliente chamou a minha atenção pois trazia um cachecol com o fio spot em tons de ganga mas o trabalho era diferente, original. Perdi a vergonha... enchi-me de coragem e falei-lhe da peça. Disse-me que era feito só com uma agulha. Não quis perguntar mais nada pois nem todas as artesãs gostam de partilhar os seus conhecimentos (e percebi que a senhora também devia comercializar as suas peças). Já no final da conta a senhora, muito amávelmente disse-me: é ponto tunisiano! Há coisas que nos esquecemos na vida mas o nome nunca mais me esqueci...
Maravilha das tecnologias: pesquisei na net e, como não podia deixar de ser, encontrei o ponto e vídeos em brasileiro. Afinal com este nome há uma variadade de pontos.
Quando partilhei os meus lenços-colares disse que era uma boa "invejona" pois quando gosto do que vejo tento adaptar para mim. E quando descubro algo que, para mim, seja novidade sou a primeira a partilhá-la. Devo ter alguma veia brasileira! Faz-me confusão a inveja de algumas artesãs com as suas peças. O segredo que tentam manter sobre a sua arte. Quando pensam que descobriram uma novidade essa novidade já é vulgar para os outros. Talvez pensem que é a alma do negócio mas eu acredito que é na partilha que nos enriquecemos mutuamente.
Há algum tempo encontrei, nas minhas pesquisas virtuais, um cachecol que adorei o efeito (http://falandodecrochet.blogspot.com/2009/04/cachecol-de-croche-rede-azul-em-degrade.html - tem lá o passo-a-passo) e pensei em fazer em tons de preto e branco. Mas arrumando as minhas lãs (do meu "pequeno" armazém) encontrei 3 tons que amo - azuis e branco (ficam bem com tudo).
Já pus mãos à obra e deixo aqui o detalhe pois na altura só encontrei a foto (sem passo-a-passo).
Quem sabe crochet identifica facilmente os pontos usados pois é simples.